Imagine a trilha sonora de vários filmes de terror sendo executada ao vivo acompanhada de projeções em um telão em plena Cidade do Rock. Foi assim que André Abujamra abriu os trabalhos do 5º dia da festa de 30 anos do festival.
Mas como todo filme, o dia de hoje teria reviravoltas. Depois da dobradinha Moonspell e Derrick Green, e do show do Nightwish com participação do Tony Kakko, foi a vez de Steve Vai. Que ele é uma metralhadora de notas, isso você já sabe. Mas a graça é transformar isso num show com a companhia de uma… Camerata (violoncelos, violinos, violas e percussão). E a técnica de cada lado foi incrível.
E lá no Palco Mundo, vimos o De laTierra puxar a fila da pancadaria sonora. E como disse Andreas Kisser, esse é um som que nasceu com raízes latinas – e a gente fica muito feliz de ver essa característica no festival.
Mas tinha que rolar uma reviravolta e ela se chama Faith No More. Do modo como o setlist foi montado (mesclando clássicos e coisas mais novas), passando por um Mike Patton imprevisível (com direto a se jogar do palco sem hesitar) a versões para pérolas como Epic.
Mas aí o roteiro queria que o peso fechasse a noite. E como num grand finale de um filme, uma gangue de mascarados dominou o Palco Mundo e tocou o terror na Cidade do Rock. Todos os elementos de um show f… do Slipknot estavam lá: o cenário, os hits, as rodas e uma coisa linda chamada “Jump the fuck up”, que , pra quem não conhece, é só um momento em que todo mundo atende aos pedidos do Corey Taylor para se abaixar e depois pular ensandecidamente.
Camisetas pretas suadas, sorrisos e gente sem voz. Missão cumprida.

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