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11 de janeiro de 1985. Esse foi o dia que fez nascer um sonho. Sonho que nasceu pelo trabalho duro de quem arriscou e botou a mão na massa, mas principalmente por quem botou o pé na lama e deu vida ao primeiro Rock in Rio.
27 de setembro de 2015. Último dia da festa de 30 anos de festival. A gente poderia lembrar cada show do Palco Sunset que nos emocionou (como o Retorno de Al Jarreau e a homenagem ao Rio de Janeiro) ou como o Palco Eletrônica bombou, ou como o Street Dance e a Rock Street fizeram a galera dançar.
A gente também poderia falar de como a Cidade do Rock cantou junto com o Cidade Negra, do groove de AlunaGeorge, do retorno e emocionante do A-ha ao festival. E se a gente falasse disso tudo, falaria de um furacão colorido chamado Katy Perry, de como ela levou você do Egito a Kittywood e do nascimento de #Raiaiaia, tudo num show que teve até homenagem a Madonna.
Mas a gente quer falar de você. Talvez você tenha nascido anos depois, ou nem estava lá, mas o nosso encontro começou em 1985. E por um simples motivo: cada Rock in Rio existe para manter aquele sonho vivo. E foi o que fez todo mundo que participou da festa de comemoração dos 30 anos. A gente não agradece só pelo show que VOCÊS deram nesses 7 dias. A gente agradece por vocês terem sonhado com gente. Muito obrigado!

Ainda não acabou, mas começou aquele clima de despedida. A gente vai continuar se vendo, tem um monte de rede social pra deixar perto, mas principalmente porque tem um monte de história pra lembrarmos juntos.
Porque teve de tudo um pouco no Sunset. De um pé no Punk com Bossa Nova do Brothers of Brazil e Glen Matlock ao groove de Sergio Mendes. Firme e forte, o Palco Street Dance fez a galera soltar aqueles que passos só manda embaixo do chuveiro.
E quando chegou a hora do Palco Mundo, Lulu Santos veio exercitar o seu lado de maestro de multidões, costurando emoções com sucesso atrás de sucesso. Depois veio o Sheppard (que bateu um papo com a gente no camarim), que entrou pra história do festival por começar um show da tirolesa – sem contar a presença de palco da banda. Sam Smith mostrou que não é preciso 30 discos para fazer um baita show (OK, com aquela voz e com aquela banda, aí fica fácil). E era fácil encontrar fãs aos prantos, tamanha a emoção.
E então veio ela. Abriu com “Rockstar 101”, mensagem clara do que é e onde está, e emendou “Only Girl (In The World). Recado dado, entende? A Rihanna de hoje consegue ser ainda mais completa que a que vimos em 2011, um poder só que dominou o Palco Mundo por completo. E era ela e a banda, num palco discreto para os padrões de uma grande pop star.

Imagine a trilha sonora de vários filmes de terror sendo executada ao vivo acompanhada de projeções em um telão em plena Cidade do Rock. Foi assim que André Abujamra abriu os trabalhos do 5º dia da festa de 30 anos do festival.
Mas como todo filme, o dia de hoje teria reviravoltas. Depois da dobradinha Moonspell e Derrick Green, e do show do Nightwish com participação do Tony Kakko, foi a vez de Steve Vai. Que ele é uma metralhadora de notas, isso você já sabe. Mas a graça é transformar isso num show com a companhia de uma… Camerata (violoncelos, violinos, violas e percussão). E a técnica de cada lado foi incrível.
E lá no Palco Mundo, vimos o De laTierra puxar a fila da pancadaria sonora. E como disse Andreas Kisser, esse é um som que nasceu com raízes latinas – e a gente fica muito feliz de ver essa característica no festival.
Mas tinha que rolar uma reviravolta e ela se chama Faith No More. Do modo como o setlist foi montado (mesclando clássicos e coisas mais novas), passando por um Mike Patton imprevisível (com direto a se jogar do palco sem hesitar) a versões para pérolas como Epic.
Mas aí o roteiro queria que o peso fechasse a noite. E como num grand finale de um filme, uma gangue de mascarados dominou o Palco Mundo e tocou o terror na Cidade do Rock. Todos os elementos de um show f… do Slipknot estavam lá: o cenário, os hits, as rodas e uma coisa linda chamada “Jump the fuck up”, que , pra quem não conhece, é só um momento em que todo mundo atende aos pedidos do Corey Taylor para se abaixar e depois pular ensandecidamente.
Camisetas pretas suadas, sorrisos e gente sem voz. Missão cumprida.

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